segunda-feira, setembro 14

Escutatório - Vlw mâe!


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: "Mas isso não é nada..." A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma." Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas." Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não "evangélico"), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado." Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou." Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou." E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em "U" definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: "Meus irmãos, vamos cantar o hino..." Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)

www.rubemalves.com.br/jardim.htm

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domingo, setembro 13

BRASIL... POR UMA REDAÇÃO


Estou velho.

Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Estou velho.

Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir comos brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.

Estou muito velho.

Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejaos pelos pais por serem 'levados'... Meu coração não tem mais força para sentir emoções.

Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos.

Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.

E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me

comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.

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Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'.

Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico. Vejam:

'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:

O que houve, meu Brasil brasileiro? - Perguntei-lhe!

E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:

- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.

Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?

Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?"

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'

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Mesmo que ela seja a ultima brasileira patriota, valeu a pena viver para ler o texto. Por isso estou publicando para vocês,  agora que me tornei um velho emocionado...

De alguém que ama muito o Brasil.

EdynhoSaez

domingo, setembro 6

The Zeitgeist Movement


Quando pensamos em sustentabilidade, muitas vezes pensamos em durabilidade, longevidade e respeito ambiental. Em geral, uma prática sustentável é aquela que tem o futuro em consideração. No entanto, essa idéia não é só reservada para o mundo material, ela também se aplica ao pensamento, crença, conduta humana e à sociedade como um todo.

Uma prática insustentável é um efeito negativo e desequilibrado que, através do tempo, pode afetar negativamente uma pessoa, a sociedade e/ou o ambiente. Um caso clássico é a nossa utilização do petróleo como um meio de geração de energia. Isso pode ser considerado insustentável, devido ao fato de que o petróleo não é um meio renovável de energia e quando queimado, é prejudicial ao ambiente. Qualquer prática que provoque um esgotamento irreversível dos recursos ou, a longo prazo, da poluição ambiental é uma prática insustentável.

Da mesma forma, se uma determinada empresa despeja grandes quantidades de resíduos derivados de seus produtos durante a produção poluindo o meio ambiente, isso também seria outro exemplo de uma prática insustentável, independentemente do que eles estejam produzindo.

Igualmente, se o conhecimento ou materiais utilizados na produção de um determinado produto não são da maior qualidade conhecida, quase sempre a integridade do produto é intrinsecamente comprometida, levando à eventual criação de mais lixo quando esse produto falha ou se torna obsoleto. Com o nosso sistema atual de competição pelo lucro, tudo o que é produzido é feito com uma certa fraqueza, pois existe a necessidade de manter a quota de mercado. Em outras palavras, se duas empresas concorrentes estão criando um determinado item, ambas terão de ser estratégicas nos materiais e designs que utilizarem, assim muitas vezes a qualidade é comprometida em prol de um custo mais acessível. O resultado é um produto que quebra muito mais depressa do que um produto que teve o maior cuidado e qualidade nos materias de seus componentes.

Isso não acontece em nosso sistema por dois motivos: 1) Se uma empresa utiliza o modelo mais avançado e os melhores materiais conhecidos, ela provavelmente terá um custo de produção muito mais elevado e provavelmente irá perder numa competição contra uma concorrente. 2) Se os produtos forem feitos para serem duradouros, as pessoas não precisarão constantemente substituí-los, de manutenção e nem de atualização e uma grande quantidade de postos de trabalho e lucro seria perdida pela indústria em geral, atrasando assim a economia.

Isto é, por razões obvias, insustentabilidade, considerando a ineficiência inerente do nosso sistema econômico que eventualmente cria problemas desnecessários, lixo e poluição.

E isto nos leva a ideologias insustentáveis.

Uma ideologia é insustentável quando leva uma pessoa ou um grupo a práticas insustentáveis. Por exemplo, o que leva uma indústria a utilizar materiais de má qualidade para criar produtos insustentáveis, enquanto emite uma quantidade desproporcional de poluição, é na verdade o resultado de uma força maior, conhecida como o Sistema Monetário e sua sede pelo lucro. Em um sistema que visa o lucro monetário, não há nenhuma recompensa para a sustentabilidade, pois o sistema é construído sobre a concorrência. Em tal circunstância, a sustentabilidade é sempre colocada em segundo lugar em relação ao lucro, pois a sobrevivência de uma empresa é baseada no lucro, e ele é parcialmente baseado em redução dos custos e na ampliação de receitas. Portanto, práticas insustentáveis que existem em todas as indústrias são o resultado de uma falha ideológica subjacente na própria estrutura econômica.

Teoricamente, a maioria concordaria que possuir uma abundância de recursos, juntamente com produtos sendo desenvolvidos dos materiais mais resistentes para a máxima eficiência e sustentabilidade, são coisas boas. No entanto, estas noções não são recompensadas em nosso atual sistema monetário mundial. O que é recompensado é a Escassez e obsolescência planejada, porém são apenas recompensadas a curto prazo, o que aumenta o lucro, e também gera mais empregos. Infelizmente, esta "recompensa de curto prazo" custa a "destruição a longo prazo".

O sistema de livre comércio, juntamente com todos os outros subgrupos, como o comunismo, socialismo e fascismo, são ideologias insustentáveis, pois possuem em si uma propensão para o abuso ambiental e social. Tornando o assunto mais claro, um mundo que está em concorrência com o próprio núcleo de trabalho, recursos e sobrevivência é um sistema intrinsecamente insustentável, pois carece de uma consciência holística.

Então, como seria uma ideologia sustentável?

Embora esta questão irá sempre trazer novas respostas ao longo da evolução humana, atualmente, temos um conceito chamado Método Científico. Basicamente, o Método Científico é um processo de inquérito que, através dos mais modernos métodos de aprendizagem, da medição, análise e experimentação, é possível demonstrar a validade de um determinado conhecimento ou a possível resolução de um problema específico.

Um exemplo seria um problema com o seu carro. Se o seu carro não dá partida, você deve iniciar uma linha de pensamento, baseada na lógica, para encontrar a fonte do problema. A lógica orientaria a sua atenção e provavelmente começaria perguntando com o quanto de combustível está, analisaria o mecanismo de ignição, etc. Este é o método científico aplicado na resolução de problemas. Algo fora dessa linha de pensamento seria irracional. Por exemplo, ao analisar o mesmo problema, seria irracional começar a olhar para os pneus, pois eles não têm nada a ver com os mecanismos associados a esse problema.

Infelizmente, a nossa abordagem relacionada à sociedade desconsidera na maioria das vezes a lógica ou metodologia, mas é imersa na tradição, superstição e métodos ultrapassados de conduta. Uma abordagem científica para a sociedade, usando a lógica e a razão para avaliá-la e responder às questões sociais iriam ter uma tendência natural para a sustentabilidade, pois nada pode ser isolado ou destacado em tal abordagem. Em outras palavras, temos de parar de olhar o mundo através das lentes dos sistemas e ideologias que foram criadas no passado, e começar a olhar para ele na forma mais ampla e imparcial que podemos. O único meio que apóia esta abordagem é a ciência e os dons da ciência já provaram inquestionavelmente a sua validade. Por isso, é tempo de utilizar os métodos da ciência na nossa abordagem à sociedade.

Um rápido olhar sobre o sistema utilizado no mundo de hoje reflete uma forte negligência da razão, lógica e aplicação científica. Nossas estruturas econômicas são baseadas em mídias de câmbio e de valores que têm pouca relação com a verdade e a realidade dos recursos. A religião continua a pregar visões ultrapassadas do mundo que mesmo assim continuam a serem substituídas progressivamente pelo pensamento científico. Nosso sistema de trabalho está construído de maneira que as pessoas sejam empregadas para que ganhem dinheiro para sobreviverem e a contribuição real que esses empregos possuem para sociedade são altamente questionáveis, o que mostra que o emprego existe apenas para manter as pessoas fazendo algo afim de que sobrevivam e suportem o sistema econômico. Isso é um desperdício de vida humana...

Existem muitas, muitas facetas para o entendimento de que as nossas instituições sociais atuais são insustentáveis. Para resumir a questão, a nossa vida na terra deve ter uma premissa fundamental pela qual as nossas operações devem se referir. Esta premissa deve ser tão empírica quanto possível e não com base em parecer ou de projeção. A partir de uma perspectiva científica, vemos que os recursos do planeta e o talento humano são as questões mais valiosas a serem preservadas. Inteligência humana e consciência em conjunto com a gestão da utilização dos recursos da terra são realmente as únicas duas questões fundamentais. Todo o resto é construído com base nesta idéia. Por isso, precisamos começar uma abordagem que maximize educação, tecnologia e gestão dos recursos.

Até que isso seja feito, a sustentabilidade estará em perigo. Este é o objetivo do Projeto Venus e do Movimento Zeitgeist.

www.thezeitgeistmovement.com

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sábado, setembro 5

JESUS e...


VIDAS QUE SE REPETEM NA HISTÓRIA...

ATT

EdynhoSaez

JESUS vs MITHRA

(1) Mithra nasceu em 25 de dezembro como um filho do sol. Próximo aos deuses Ormuzd e Ahrimanes, Mithra realizada o mais alto posto entre os deuses da antiga Pérsia. Ele foi representado como um jovem bonito e um mediador. Reverendo JW Lago: "Mitras é a luz espiritual, lutando com a escuridão espiritual, e através de seu trabalho o reino das trevas deve ser iluminado com luz própria do céu, o Eterno receberá todas as coisas em seu favor, o mundo será redimido de Deus. Os impuros são para ser purificado, e o mal feito bons, através da mediação de Mitras, o reconciliador de Ormuzd e Ahriman. Mithras é o Bom, seu nome é Amor. Em relação ao Eterno, ele é a fonte da graça, em relação para o homem que ele é o doador de vida e de mediador "(Platão, Filo, e Paulo, p. 15).

(2) Ele foi considerado um grande mestre viajante e mestres. Ele tinha doze companheiros, como Jesus tinha doze discípulos. Mithras também fez milagres.

(3) Mithra era chamado de "o bom pastor", "o caminho, a verdade e a luz", "Redentor", "salvador", "Messias". Ele foi identificado com o leão e o cordeiro.

(4) Os estudos Enciclopédia Internacional: "Mitra parece ter o seu devido destaque à crença de que ele era a fonte da vida, e também poderia resgatar as almas dos mortos para o mundo melhor... As cerimônias incluíram uma espécie de batismo para remover os pecados , da unção, e uma refeição sagrada de pão e água, enquanto um vinho consagrado, que se acredita possuir o poder maravilhoso, desempenhou um papel proeminente. "

(5) Chambers Encyclopedia diz: "O mais importante dos seus muitos festivais era seu aniversário, comemorado no dia 25 de dezembro, o dia posteriormente fixado - contra todas as evidências - como a do nascimento de Cristo. O culto de Mitras cedo encontrou seu caminho em Roma, e os mistérios de Mitra, que caiu no equinócio da primavera, eram famosos, mesmo entre os muitos festivais romanos. As cerimônias observadas no início para esses mistérios - simbólica da luta entre Ormuzd e Ahriman (o Bem e o Mal) -- - eram das mais extraordinárias e até certo ponto, mesmo personagem perigoso. Batismo e da participação de um líquido mística, composto de farinha e água, para ser bebido com o enunciado de fórmulas sagradas, estavam entre os atos de inauguração".

(6) Prof. Franz Cumont, da Universidade de Grand, escreve o seguinte sobre a religião de Mitra e da religião de Cristo: "Os sectários do deus persa, como os cristãos", purificado pelo batismo, recebido por uma espécie de confirmação da energia necessária para combater o espírito do mal, e espera a salvação de uma Ceia do Senhor de corpo e alma. Como este último, também realizado no domingo sagrado, e comemorou o nascimento do Sol em 25 de dezembro... Ambos pregaram um sistema categórico da ética, considerada ascetismo como meritório e contava entre os seus principais virtudes da abstinência e continência, renúncia e autocontrole. Suas concepções de mundo e do destino do homem foram semelhantes. Ambos admitiram a existência de um céu habitado por os beatificados, situadas nas regiões superiores, e de um inferno povoado por demônios, situado nas entranhas da Terra. Ambos colocaram uma inundação no início da história, ambos atribuídos como a fonte da sua condição, uma revelação primitiva; finalmente, acreditavam na imortalidade da alma, em um juízo final e na ressurreição dos mortos, em consequência de uma conflagração final do universo "(Os Mistérios de Mitra, pp. 190, 191).

(7) Reverendo Charles Biggs, declarou: "Os discípulos de Mithra formaram uma igreja organizada, com uma hierarquia desenvolvida. Possuíam as idéias de mediação, Atonement, e um Salvador, que ainda é humano e divino, e não apenas a idéia, mas uma doutrina de a futura vida. Tinham uma Eucaristia, um batismo, e outras analogias curiosas podem ser apontadas entre seu sistema e da igreja de Cristo (O platônico cristão, p. 240).

(8) Nas catacumbas em Roma, foi preservada uma relíquia do antigo culto Mithraic. Era uma imagem da Mithra criança sentada no colo de sua mãe virgem, enquanto de joelhos diante dele eram Magos persas, adorá-lo e oferecer presentes.

(9) Ele foi enterrado em um túmulo e depois de três dias ressuscitou. Sua ressurreição era comemorada a cada ano.

(10) McClintock e Strong escreveu: "Nos tempos modernos, escritores cristãos têm sido induzidos a olhar positivo sobre a afirmação de que alguns dos nossos usos eclesiásticos (por exemplo, a instituição da Festa de Natal) se originou no culto do Mitraísmo. Alguns escritores que se recusam a aceitar o religião cristã como de origem sobrenatural, nem sequer ido tão longe a ponto de instituir uma relação estreita com o fundador do cristianismo, e Dupuis e outros, indo ainda mais além, não hesitou em pronunciar o Evangelho constitui um simples ramo do Mitraísmo "(art. "Mithra").

(11) Mitra teve sua festa principal no que viria a tornar-se a Páscoa, momento em que ele foi ressuscitado. Seu dia sagrado era o domingo, "Dia do Senhor". A religião de Mitra tinha uma Eucaristia ou "Santa Ceia".

(12) O cristão Pai Manes, fundador da seita herética conhecida como maniqueístas, acreditavam que Cristo e Mitra eram um só. Seus ensinamentos, de acordo com Mosheim, foi o seguinte: "Cristo é que a inteligência gloriosa que os persas chamavam de Mitra... Sua residência é no sol" (História Eclesiástica, do século 3, Parte 2, cap. 5).

"Eu sou uma estrela que vai contigo e brilhos das profundezas." - Mithra

    "Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhante estrela da manhã." - Jesus (Apocalipse 22:16)

MITHRAS, sua história data de 1.200 A.C.

post EdynhoSaez

JESUS vs HÓRUS

Hórus vs Jesus

H.: Chamado de KRST, traduzido com Cristo            

J.: Chamado de Cristo

H.: Messias de Osíris                                                    

J.: Messias de Yahweh

H.: Nascido da Virgem Ísis-Meri                                

J.: Nascido da Virgem Maria

H.: Presenteado por três reis                                      

J.: Presenteado por três reis

H.: Considerado uma criança-prodígio                      

J.:Considerado uma criança-prodígio

H.: Andou sobre as águas                                            

J.: Andou sobre as águas

H.: Ressucitou um homem chamado El-Azar-Us    

J.: Ressucitou um homem chamado Lázaro

H.: Escolheu e teve 12 discípulos    

J.: Escolheu e teve 12 discípulos

H.: Disse que é o Caminho, a Verdade e a Vida    

J.: Disse que é o Caminho, a Verdade e a Vida

H.: Disse que é o príncipe da eternidade    

J.: Disse que é a luz do mundo

H.: Foi traído por um de seus apóstolos, Tifão     

J.: Foi traído por um de seus apóstolos, Judas

H.: Era considerado "O rei dos egípcios"    

J.: Era considerado "O rei dos judeus"

H.: Previu a sua morte um dia antes    

J.: Previu a sua morte um dia antes

H.: Foi crucificado e morreu    

J.: Foi crucificado e morreu

H.: Ressucitou 3 dias depois da morte    

J.: Ressucitou 3 dias depois da morte

A história de Hórus data do ano 3.000 A.C. - documentada e provada!

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sábado, agosto 29

Brasileiros Esquecidos Pelo Brasil

Brasileiros esquecidos pelo Brasil


Um universo sem luz, água ou comida. Como vivem os brasileiros que estão abaixo da linha da pobreza? No Câmera Record desta semana, o drama de uma realidade comum a 14 milhões de famílias no país. 

Este foi o tema do progarma "Camera Record" desta sexta feira - 28/8, não acompanho estes programas por falta de materias que realmente o valham, mas este em especial chamou a atenção e por lá mesmo ficamos. Entre medo, vergonha, tristeza e inveja, o pior sentimento que me bateu foi o de nojo! Nojo deste nosso país, TODOS NÓS somos sim responsáveis.  

O programa percorreu diversas regiões do país, mostrou diversas situações e aí me lembrei de quantas vezes pensei nas crianças com fome da Africa, mas nunca dos nossos esquecidos por aqui, bem perto mesmo. Lembrei também das pesquisas "fantásticas" que apontam nosso país como um exemplo de desenvolvimento e a diminuição da miséria e o crescimento economico. Nojentos, quem diz que faz e quem ainda apoia divulgando... se toda vez que um governante aparecesse dizendo esse tipo de coisa deveria ser rebatido com esta reportagem! Como será que estas pessoas conseguem dormir? Não sou utópico, acredito que cada um deve sim lutar para conquistar o seu espaço, o seu lugar no mundo, desde que tenham a mínima condição para. Alguém consegue se imaginar sobrevivendo com R$200,00 - para toda uma família? Quanto gastamos com nada e sempre é pouco?  

A realidade é tão brutal que ainda agora não consigo de pensar em tudo que ví e ouví. Pessoas revirando o depósito de lixo (RJ) a procura de objetos que possam ser vendidos, e a pior das cenas, achando restos de comida para levar para casa!

PUTA QUE O PARIU!

Longe de mim ser a cara ou exemplo da decencia, sempre trabalhei e ganhei bem, mas também disperdicei pra caramba...  saídas, roupas viagens... se fosse hoje em dia com certeza a postura seria outra! Também culpo em parte nossos pais, que por acharem que crianças não precisam ver este tipo de coisa, depois crescemos em um mundo distante e por aí formamos nossas familias e repetimos os mesmos erros. Quanto gastaram em brinquedos comigo e meus irmãos? Até um Kart ganhei aos 7 anos num natal... E fiz o mesmo com sobrinhos...

Fala-se tanto em presevação de meio ambiente, reciclagem e tanta coisa importante para salvar o planeta, mas não vejo a mesma força para salvarmos os esquecidos! Ahhh, são esquecidos! deve ser por isso...

Eu me sinto na obrigação de fazer alguma coisa e vou fazer! Pode esperar, EU quero e vou!

(O desafio diário de driblar as necessidades e superar limites foi o programa Câmera Record desta sexta, 28/08, às 23h15)

post EdynhoSaez

segunda-feira, agosto 24

EU TÔ!

Tô cansado, tô com sono, tô com insônia, tô com preguiça, Eu Tô...
Tô irritado, tô revoltado, tô esgotado, Eu Tô...
Tô apertado, tô abafado, tô suado, Eu Tô...
Tô calado, tô sedado, tô anestesiado, Eu Tô...
Tô ...ando e andando...
Tõ descrente (ou é discrente?)
Tô zerado, tô lascado, tô trincado, tô quebrado...
Tô bolado, tô zuado, tô pasmo, tô passado, Eu Tô...

Tô acordado, tô acreditando, tô andando, Eu Tô...
Tô rezando, tô rogando, tô negando, tô ateu, Eu Tô...
Tô comendo, tô engolindo, tô me poluindo, Eu Tô...
Tô dormindo, tô sonhando, tô me valendo, Eu Tô...

Tô cruel, tô aberto, tô bonzinho, tô te vendo, Eu Tô...
Tô amando, tô viajando, tô querendo, Eu Tô...
Tô apaixonado, tô namorando, TÔ CASANDO, Eu Tô...
Tô indo... Todo Dia... Todo Alegria, Todo Completo, Todo Meu Projeto!
(eu mesmo)

"Tô Te Querendo, Como Eu te Quero...
Tô Te Querendo, Como Deus Quiser"
(Carlinhos brown)

post EdynhoSaez

sábado, agosto 22

EU VOU ME CASAR...

Esta semana nos pedimos em casamento, na verdade EU fui pedido em.
Claro que ainda hoje em dia é uma "puta" alegria ouvir tal pedido, e não de outra maneira, também adorei. Já moramos juntos, dividimos tudo, inclusive as contas de bancos, temos nossas senhas de e-mails, blogs, bancos, abertas um ao outro. Com certeza tem dias que estou prestes a ser assassinado, rsrs, mas tudo vira brincadeira, como escuto muitas vezes: Que pessoa feliz é essa? - rsrs, e aí caímos na risada! porque sério mesmo só nossa relação.

E aí estava vendo um destes programas sem noção sobre relacionamentos e ouví o seguinte: "As pessoas se casam, não por paixão, nem por acreditar em amor, mas para não ficarem sozinhas e também para que haja um testemunho de nossas experiências nessa vida!"

Será que realmente o ser humano chegou a isso? Não vontade de dividir, de ter alguém para compartilhar a vida? Aquele lance do casamento na igreja: "na saúde na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza" passou a ser apenas uma frase pronta?

Não, não mesmo. Jamais passou pela minha cabeça tal definição de casamento, Eu acredito que uma relação tem sim que ser calçada em cumplicidade, respeito, compreensão e muita, mas muita responsabilidade de ambos! E sei que encontrei esta pessoa pra mim... Somos cumplices todo dia, em todos os atos. Fazemos planos, muitos até, e também já brigamos - como todo mundo!

Vejo "n" casais que depois de uma ou duas discussões partem para uma separação. Eis a banalização da coisa, quais os reais problemas que não poderão ser resolvidos? que coisa pode ser tão grave que supere aquele momento do SIM? Há pouco tempo tive um exempllo de uma quase separação por causa de espaço no apartamento. Aí também cabe o desgaste e o cansaço do dia a dia, problemas fora de casa, agravam os problemas dentro de casa! Claro que salvos casos como o de amadurecimento individual, profissional (?)...que também geram separações.
Não tenho medo do que poderá acontecer, tenho medo de não fazer acontecer! Aceitei sim, eu acredito nele, nossa cumplicidade é enorme, nossa vida é curta, mas nossa vida juntos será eterna!

EIS O MEU SIM, DE TODO MEU CORAÇÃO.
AMO VOCÊ!
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sexta-feira, agosto 21

A Partida - Okuribito
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009!

Hoje durante a tarde, de folga na casa da mãe, rs - me deparei com um incrivel filme: A Partida. O filme é tranquilo, uma visão limpa e fiel ao sentimento dos personagens. Prazeres, conflitos intermos, bem humorado, o personagem central - Daigo Kobayashi é interpretado pelo fantástico ator Masahiro Motoki. Uma lição de amor e de alma lavada e sem culpa. Uma dica que vale a pena!
Em uma obra que sabe usar o sentimentalismo, num melodrama contido, o filme conta a história de um jovem que, desempregado pela extinção da orquestra clássica onde tocava, busca nos anúncios de jornal qualquer coisa e acaba caindo numa agência que prepara mortos para sua despedida final... antes da cremação. Sucesso mundial a partir de seu lançamento em junho passado na Europa, A PARTIDA é filme obrigatório pra quem busca emoção com sensibilidade.
A Partida - Okuribito
Japão / 2008
Duração: 02:20
Realização: Direção Yogiro Takita.
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