Este texto foi escrito elo meu amigo Nelson P Guimarães, e numa sequencia a minha postagem anterior, valeu!Acerca do assunto, violência, segurança, medo, estamos arcando com as conseqüências nefastas de um processo de omissão e degradação da sociedade moderna - esse drama não é só nosso florianopolitanos ou brasileiros.
Minha infância foi vivida ali na Praça de São José, jogando bola no campo do Ipiranga, tomando banho de mar e brincando de jogar taco, bolinha, pião ou de pegar ou bandeira salva, naquele entorno da praça.
O mesmo aconteceu na adolescência, no centro da Capital e no Bom Abrigo, mãe viúva com seis filhos por acabar de criar, pedaço do paraíso na face da terra.
Quando alguma criança era apanhada fazendo alguma arte ou outra coisa irregular, brigando na rua, qualquer vizinho, imediatamente nos repreendia e mandava para casa e aí de nós se desobedecêssemos ou insinuássemos qualquer atitude de desrespeito!
Tempos de professores amorosos e não menos disciplinadores, absolutamente competentes no seu ofício de ensinar, pais e mães, parentes e vizinhos zelosos, pessoas comprometidas com o mundo à sua volta e com autoridade para serem respeitadas e se fazerem respeitar - tempo em que bastava um olhar…
Gente que amava a gente, que amava aos seus e aos do próximo como se fossem seus, sempre atentos a cuidar para que ninguém se desviasse do caminho, sempre prontos a ouvir, aconselhar e corrigir, se preciso fosse…
Não havia violência? Claro que havia! Mas as ocorrências ficavam restritas ao próprio circulo social e ali eram tratadas, corrigidas, punidas ou não.
O povo tinha menos informação a respeito dela.
Com a evolução da comunicação e com pleno conhecimento da natureza humana e do perfil sociológico das pessoas, os meios e veículos de comunicação passaram a usar a informação como fonte de lucro, e segundo sua conveniência, influenciando as pessoas.
De tal modo e com tamanho poder, a ponto de mudar paradigmas das sociedades, que deixaram ou estão deixando de viver por valores próprios, para viver por valores ditos globais, ou nem tão globais assim, haja vista a minoria social que domina os e predomina nos meios de comunicação.
Fatos que deveriam ser tratados apenas como uma noticia triste ou estarrecedora, acabam se transformando em reportagens que dão verdadeiras aulas acerca de como agir ou fazer para cometer um determinado tipo de crime…
Sob o ponto de vista mercadológico, dá mais lucro abordar o que não tem valor, em detrimento das coisas que realmente edificam a humanidade - se houver alguma dúvida, é só medir tempo dedicado, conteúdos e volume de acessos às informações.
Então quer dizer que a culpa agora é dos meios de comunicação?
Em minha opinião, em parte, sim - porque estaria faltando o necessário discernimento e sabedoria na aferição do que possa produzir esta ou aquela informação, que tipo de malefício poderá trazer ao conjunto da sociedade - atribuindo esse controle às pessoas individualmente, como se isso fosse a solução. - ignorando o que ensina determinado provérbio, que entre o bem ou o mal que existe dentro de cada um de nós, mais forte será aquele que alimentarmos melhor.
Muita gente equivocadamente atribui responsabilidade aos governos pelo caos decorrente da falta de segurança, pela omissão das autoridades, pela falência da justiça humana, que pune o pobre e não alcança o rico, pela frouxidão da lei que é incapaz de punir ou manter preso o menor infrator, por mais hediondo que seja o crime cometido.
Na verdade essa responsabilidade é de cada um de nós, independente de sexo, condição social, crença ou cor, que deixamos de cumprir a mais importante das leis que nos determina expressamente: “ama a Deus acima de todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”.
De nada adianta construir prisões para conter o número crescente de apenados ou aprisionados, ou até mesmo construir fortalezas para nos proteger da violência do mundo que nos cerca, se continuarmo-nos omitindo da nossa responsabilidade, pois o que era prisão virou abrigo e o que deveria ser abrigo virou prisão.
A palavra de Deus nos orienta a ensinar a criança no caminho que deve andar, afirmando que jamais se desviará dele - e a maior parte das pessoas por ignorância, acha que ensinar é botar os filhos nas melhores ou mais caras escolas, levar à igreja todos os domingos para ouvir e aprender as preciosas histórias da Bíblia, vivendo na fantasia do “faça o que eu mando ou digo, não faça o que eu faço”, sem se dar conta de que o método mais eficaz de ensino é o do “exemplo”.
Deus é amor e tanto nos amou, que nos deu seu filho, único, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna - e esse mesmo Filho, não fez nada que não tivesse visto o próprio Pai fazer e tanto nos amou, a ponto de morrer por nós…
E qual o tipo de exemplo que a maioria de nós adultos, pais e mães, parentes, professores, amigos e vizinhos crentes ou não, demos ontem, damos hoje ou daremos amanhã para as nossas crianças?
A insegurança é conseqüência de uma vida sem propósitos, sem qualquer compromisso com o Autor vida, que também é o único capaz de nos dar proteção integral, coisa de quem coloca o próprio ego no centro das suas atenções, que vive correndo atrás do vento e depois fica sem saber por que padece de tantos males, ignorando que simplesmente viver é um risco permanente e que a felicidade não se compra (quem não se lembra desse filme ou nunca assistiu, vale a pena)…
Nelson Pessoa Guimaraes
Florianópolis /SC
post EdynhoSaez
0 comentários:
Postar um comentário
e ai gostou? Como assim?